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Cyberataques e Netguerra

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Naquela época, filmes como “The Day After”, 1983 -Diretor Nicholas Meyer, comoviam multidões com os efeitos desta temível conflagração, e então nos perguntávamos: Pra quê aquilo ?

 

Após os “cyberataques” de 4 de Julho, quando vários sites de agências governamentais dos EUA e da Coréia de Sul foram derrubados, devemos começar a nos perguntar sobre o real potencial da internet – e, extensivamente, de qualquer sistema computacional - como campo de batalha.

 

Apesar da acusação quase imediata, por parte da Coréia do Sul, à Coréia do Norte, ainda não se sabe de fato a autoria dos ataques de “DDoS”, (Distributed Denial of Service – Negação de Serviço Distribuído”, nome técnico do nosso supracitado “cyberataque”.

 

Um ataque de “Negação de Serviço” é um mecanismo que concilia software mal intencionado, hardware, falhas de segurança e de programação e outras vulnerabilidades, nos sistemas-alvo para derrubar-lhes aplicações, freqüentemente sites – mas não exclusivamente estes, a partir da indução de falhas nos “serviços”, (softwares que disponibilizam, executam ou suportam estas aplicações). Caracteristicamente, consiste em indisponibilizar serviços aos seus legítimos usuários.

 

Um ataque de “Negação de Serviços Distribuído” acontece quando o software mal-intencionado consegue se replicar em uma rede de computadores para usá-los como aríetes sobre os sistemas-alvo, sobrecarregando-lhes a largura de banda com a qual se conectam com o “mundo exterior” e/ou excedendo suas capacidades de resposta. Este tipo de software mal-intencionado recebe o nome genérico de “bots” e a rede formada pelos computadores que eles manipulam de “botnet”. Os usuários de tais computadores não precisam necessariamente ser “cúmplices” do ataque, sendo seus próprios computadores, geralmente, infectados por estes “bots”, sem que eles se apercebam disto. Nestes casos, o computador é chamado de “zumbi (zombie)”.

 

No caso do ataque de 4 de Julho, estima-se que cerca de 50.000 zumbis tenham sido utilizados.

 

Este acaba sendo mais um fator de segurança para o hacker, uma vez que dificulta determinar sua identidade para que o mesmo seja responsabilizado pelos seus atos. No exemplo que citamos, os especialistas consideram praticamente impossível definir a origem do ataque, a menos que seus autores tenham cometido algum erro escabroso!

 

Mas o que me chama atenção nisto tudo é que este é mais um caso em que são feitas acusações de ataque por parte de um governo, gerando um clima de “netguerra”, ou “net-terrorismo”.

 

O uso da internet como arma tem seu eco na crescente participação desta no dia-a-dia do mundo real.

 

Hoje temos uma grande economia correndo de conta a conta através de e-commerce e transferências eletrônicas de fundos. Além disto, serviços governamentais começam a ser disponibilizados para os cidadãos em várias partes do mundo, a educação à distância, e as redes sociais que já fazem parte do nosso dia-a-dia e que juntos, oferecem variados graus de risco ao indivíduo e à coletividade. Também existem as aplicações por virem, como a esperada automação do judiciário e as possibilidades da medicina remota. Quanto mais evoluímos, mais de nossa vida real torna-se virtual, aumentando a probabilidade de impacto e de danos causados por quaisquer ataques desta natureza.

 

Será que chegaremos aos tempos de temer uma “netguerra” ? Imaginem quando tantos negócios começam a se apoiar na rede ou até a se tornarem exclusivamente virtuais, qual será o impacto de um DDoS de larga escala ? Comparável ao de um bombardeio, do ponto de vista dos negócios que serão impactados, mas poderão ser comparáveis a um bombardeio inclusive em relação a sua letalidade, quando começarem a interferir com serviços de saúde, segurança, GPS, controle de trânsito, controle de tráfego aéreo, satélites, etc. Não podemos nos esquecer que até mesmo os temidos arsenais nucleares, são controlados com auxílio de computadores!

 

Será a “netguerra” a nossa próxima preocupação ?

 

Será este o ponto de descontinuidade que romperá com o princípio de hegemonia das armas balísticas para a acolher o controle ou a capacidade de causar caos na rede, como arma estratégica de defesa e ataque ? Na verdade, isto é o que acusações como as da Coréia de Sul (lembrando outras dos EUA em relação a China, no final do ano passado) sugere!

 

É sabido que muitas forças armadas no mundo já trabalham com esta probabilidade, mas – por enquanto – os que mais fizeram uso disto tem sido os hackers, por esporte ou por dinheiro. Jovens inteligentes pregando peças ou criminosos em busca de lucro. De qualquer forma, não queremos que nossos sistemas topem com nenhum deles!

 

Assim, manter nossos antivírus em dia, nossos firewalls os mais restritivos possíveis, nossos sistemas sempre atualizados, nossas senhas as mais fortes possíveis, além de tomar cuidado com conteúdos que abrimos em nosso computadores, como anexos de e-mails, links que clicamos e páginas que visitamos quando navegamos é tudo que podemos (como indivíduos) fazer para evitar, pelo menos, que atuemos neste drama como zumbis!



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